Você eh a maior bênçao que Deus me deu e, às vezes me pego pensando, do nada, que “tenho um filho! e cheio de vida!”. Que Ele me dê saude ...
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Hey, you!
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Aposto que você também é assim…

E minha mae, pessoa criativa, disse “parece que ele levou um tiro!”. Rsrsrsrs! Foi a alegria de uma excursão de japoneses chegando em casa.
Ri sozinha em uma discussão em um grupo do Facebook onde uma das meninas dizia que cuspiu pra cima quando falava que nunca daria comida pro filho fechar o bico. Aquele biscoitinho magico que faz os pentelhos queridos ficarem calminhos e nos deixam terminar umas comprinhas, conversas ou afins.
Aaaah, esses principios…
Eu também era cheia deles, uma verdadeira enciclopedia de principios. Eu era de extrema direita, orgulhosa, batia no peito dizendo em varias linguas pra alcançar o maximo de publico possivel. E aih que, depois da chegada do Dotôzinho, foi tanto self cuspe que levei na cara que jah perdi as contas. Enfim, um deles é, logico, o tal do biscoitinho. E tem dias, como ontem, que nem o biscoitinho salva entao a gente passa pao nivel superior, como na foto ao lado. Tasquei sorvete nele o que me custou uma polo manchada pra sempre mas trouxe paz e harmonia ao retorno do passeio. Chocolate preto é cheio de vitaminas, nem tem taaanta gordura assim e sorvete hidrata. Por que hesitar?
Aih tem a tal da televisao. Essa megera, que estava blacklisted na minha cartilha até que ele completasse 18 anos. Bastou eu ter que ficar em casa com ele sozinha, tendo que arrumar, lavar e cozinhar, pra olhar pros lados verificando que ninguém estava vendo, pra colocar um desenho bem bonitinho que o deixou, aos oito meses, com a boca aberta, num mixto de “que porra é essa?” e “uau!”. Claro que usamos em doses homeopaticas e jah estou ensaiando o uso dessa maravilha mudérna como meio de pressionar o rapaz – foi malcriado, desobediente, teimoso e jogou tudo pelos ares? Entao nao tem desenho! Também tento nao usar o desenho pra minha conveniência exclusivamente, porque aih é sacanagem (olha a mae extremista querendo justificar e relativisar a mudança de casaca, gente! hihihihi!). Quando vejo que ele nao estah mais aguentando de esperar e que estah morrendo de vontade de assistir, até sento com ele pra ficar comentando o episodio que jah vimos pela 50a vez.
O terceiro (por hoje, porque tem muito mais na minha cartilha!) eh o Mc Donald’s. Me digam, que mae nunca disse “meu filho soh comerah no Mc Donald’s lah pelos 35 anos de idade” e acabou se redimindo com o Ronald. A primeira visitinha começa com uma batatinha ingênua (eu comprei ateh os tomates-cereja pra me dar boa consciência mas o danado nao comeu) e vai passando pro nivel mais acançado, passando pelos nuggets até chegar no Mc Lanche Feliz (ainda nao cheguei lah mas jah fiquei tentadissima!).
Entao, de mae-perfeita a gente passa à mae indigna aos olhos dos outros, tanto de gente que nao tem filhos (como eu era antes da Vossa Majestade vir ao mundo) como de quem jah teve filhos ha algum tempo – o que nao significa que o juri em questao se limita à gente que teve filhos em outra geraçao mas, também, gente que teve ha 5 anos atras e jah esqueceu que rapadura é doce mas nao é mole.
Família Buscapé
No posto de gasolina, perto de San Gimignano, Hervé vai pagar o diesel:
Atendente: nossa, vocês vêm de Monaco! Chique, país de tanto luxo!, enquanto passava o cartão do banco.
Hervé: você jah esteve por lá?
Atendente: jah, uma vez! Nunca vi tanto carro bacana. Aqueles iates! É tanta…
Aih o cartão foi recusado. E o cara, todo compreensivo, fala que a maquina sempre dah problema e colocou o cartão em outra maquina.
Atendente: entao, é tanta gente rica! Um luxo! Blablabla.
E o Hervé tenso, porque esse cartão sempre dá uns cinco minutos e a gente nunca lembra de prevenir indo ao banco antes de viajar. E o cartão foi recusado na segunda maquina. Aih o Hervé pagou em dinheiro. Voltou pro carro dizendo e foi encher os pneus. Eu, sem saber da história toda, fui falar com o atendente, pedindo pra ele tentar um outro cartão que eu evito usar mas sempre levo como plano B. O cartão passou, voltei pro carro com o dinheiro, toda feliz, e o Hervé começou a contar a história do luxo das pessoas que vêm de Monaco, com minha mãe se acabando de rir.
Mico, a gente vê por aqui. Rsrsrsrsrs!
Uma fotinho da vista do quarto de Dona Ana. Zen!
O povo quer saber!
E eu vou contar tudinho nos minimos detalhes mas nao hoje. Por enquanto deixo registrado o resultado do ateliê de biscoitos amanteigados de ontem à noite, que deixaram mamae feito criança.
Bem light!
400gr de farinha de trigo
300gr de manteiga (aqui usamos salgada pra contrastar com a goiabada)
70gr de frutose
Let’s go party!
Skype toca. Meio-dia aqui, 7h lah na minha mae. Achei estranho e numa fraçao de segundos pensei que alguém tivesse tido um treco.
Eu: jaaaaaaah?
Mae: Jah! Beta, que dia eu vou praih?! – sem bom dia nem nada… Aih fiquei confusa e preocupada…
Eu: mae, fala você, que dia?
Mae: Sabado?!
Eu: Nao, maaaae, domingo! E vai chegar aqui na segunda-feira!
Mae: olha, nem dormi essa noite e ainda briguei com tia Terezinha porque ela ficou dizendo que era domingo… Se você nao tivesse me mandado o papel (o bilhete eletronco), eu iria pro aeroporto no sabado.
Eu: bom, e você jah pediu pro Dr. Pedro um remedinho pra se acalmar?
Mae: Pra que?
Eu: …
Mae: Eu nao! Nao quero dormir no aviao pra nao perder a hora do jantar! hihihih!
Dah gosto de ver uma pessoa que vê a vida de uma forma tao colorida. Ela morre de medo de aviao mas vê a viagem como uma verdadeira festa: muita conversa, muita comida! Espero que David Guetta ou Bob Sinclair estejam no mesmo vôo pra dar o clima!
Four sleeps to go… and counting!
“Mmmmm, maman!”
Eh o que ele diz, sempre que sirvo seu pratinho. E nao eh pra menos – sem modéstia alguma, digo e repito: na Casa da Beta come-se bem.
O molho é de tomate, abobrinha, berinjela, cebola e alho, todos refogados no azeite. Antes de mixar grosseiramente – porque percebi que o Felipe gosta de uma parte da comida tipo purê pra dar a liga – coloquei umas folhas de manjericao (aquelas ali da minha hortinha da sacada).
Ali embaixo, soterrados no molho, estao os gnocchi.
Ele come fazendo “Mmmmmmm!”
Pizza party!
O Felipe come exatamente como a gente – às vezes somos nos que comemos como ele, como quando faço pizza. A pizza portuguesa, que antes era minha favorita, agora faz parte das doces lembranças que carrego do tempo a.F.. Mesmo comendo pizza, a refeiçao tem que ser equilibrada e, de jeito nenhum, pode ter aquela maozada boa de mozzarela que a gente normalmente coloca (ui, salivei!).
Berinjela, abobrinha e pimentão foram pra frigideira com azeite, pra dar aquela boa refogada, com sal e pimenta do reino. Fiz a massa, estiquei na forma e coloquei os legumes ainda quentes em cima; joguei tomate picado e orégano fresquinho, colhido ali da minha sacada. Essas rodelinhas de queijo de cabra deram aquele clima, mantendo a leveza da pizza.
O Felipe nao soh adotou 100% como até molhou as bordinhas no catchup antes de degustar essa maravilha.

Blogagem Coletiva – Bilinguismo em Mônaco

Nao consegui postar no dia da blogagem coletiva, 28 de Março, mas nao podia deixar de falar, mesmo que tardivamente, sobre esse assunto que me passiona.
Mônaco é um pais multilinguas e a maioria das pessoas é, bem ou mal, trilingue (francês, inglês e italiano). O ultimo senso, em 2008, mostrou que quase metade da populaçao é de origem nao-francofônica – contavamos, alias, nessa época, com uns 30 brasileiros nas estatisticas, de todas as crenças, raças e bolsos. A partir daih, jah dah pra entender que ensinar a lingua minoritaria materna/paterna faz parte da luta diaria de inumeras familias por aqui.
Nas escolas, como consequência, professores dao apoio a esse duplo aprendizado, aconselhando e guiando os pais nessa dificil tarefa. Tenho uma amiga que é professora que nos contou um caso uma vez de uma familia da Africa do Norte onde a mae fala mal e porcamente o francês mas se recusa a falar com o filho na lingua materna. O resultado é que o menino nao fala bem o francês, graças às lacunas gramaticais da mae, e tao pouco fala a lingua materna corretamente, jah que nao a utiliza com frequencia.
Aqui em casa falamos Hervé e eu em português com o pequeno. No inicio, a ideia era de que o Hervé soh falasse com ele em francês mas como o Hervé ama-adora-idolatra nossa maravilhosa lingua, nao quis ficar de lado e preferiu meter a cara. Soh pra dar bronca que ele usa o francês – alias, vocês jah viram um gringo brigando em português? A-do-ro! hihihih! Algumas assistentes da creche até jah entendem algumas coisas e quando eu faço perguntas em português pro Felipe, elas respondem. Acho fofo, elas dao uma pitada de aconchego nessas horas quando nos sentimos iguais mas diferentes.
Bom, na pratica, o que acontece? Falamos com o Felipe, que entende tudo e às vezes nos responde, à sua maneira, em português e outras em francês. Ontem, voltando da creche ele disse “ablelll”, ou abelha para os intimos. O vocabulario dele vai se desenvolvendo pouco a pouco e eu, como jah me documentei demais sobre o assunto, nao estou nem um pouco preocupada se ele vai falar daqui um mês ou um ano – ou dois! O que nao eh o caso de alguns membros da familia do Hervé que vez em quando me perguntam o que ele fala em francês ou a famosa pergunta “quando é que ele vai falar?”. Quando ele quiser! E em duas (ou mais) linguas. ;o)
Quer saber como acontece em outros paises? Clique aqui.
O Rochedo nunca mais serah o mesmo
O Felipe jah começou a ficar conhecido aqui pelo bairro. A dona da lojinha de souvenirs sempre oferece um potinho de bolinhas de sabao pra ele, o cara da vendinha (que insiste em dizer ue ele tem cara de arabe… sem comentarios) sempre dah um pirulito. E por aih vai. Nossa mais recente amizade foi com a moça de uma sorveteria – mais uma que caiu nos encantos dos cachinhos do meu pequeno – que serviu uma porçao generosa de seu very first ice cream. Eu sei, você deve estar pensando que eu deveria ter feito o teste em casa, pra nao pagar mico na rua. Mas eu a-do-ro viver perigosamente, tanto que nem levei lencinhos umedecidos pra limpar a lambança. E que lambança! A sorte é que estavamos à 100 metros de casa e soh quem o viu assim foi a moça da sorveteria, quando voltei pra mostrar que o cliente estava 100% satisfeito.

Mistérios

Sábado fiquei cabreira na hora do almoço. Sozinha com o Felipe, me virei nos trinta pra terminar o almoço, colocar a mesa, acomoda-lo e etc. O coloquei à contruiçao, pedindo pra ele ir pegar o babador e colocar o cadeirao na frente da mesa, como de costume. E lah vai ele. Uns minutinhos depois ele começou a chorar e, quando cheguei na sala, ele estava sentado no cadeirao. Como eu estava na correria de um lado pro outro fiquei na duvida se eu o tinha colocado no cadeirao – dificilmente o faço quando tenho que sair da sala e deixa-lo sozinho… Fiquei pensando o dia todo e, no jantar, o misterio foi elucidado. A qualidade do video estah uma m…, sorry!





